A 24 de Maio, organizamos na nossa escola a conferência, anteriormante anunciada.
Foi um evento muito participado, quer por alunos e professores da escola, como também pela sociedade civil.
Os nossos oradores abordaram a importância que o Mar desempenha na RAM, do ponto de vista económico, salientado o facto da Madeira ainda se debater com a falta de recursos humanos especializados em algumas áreas determinantes para o seu desenvolvimento.
domingo, 30 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Forum do Mar
A Escola Secundária Jaime Moniz está no Portal Mar Oceano.
www.maroceano.pt
O Fórum Permanente para os Assuntos do Mar (FPAM) é um mecanismo institucional de nova geração com carácter necessariamente experimental, visando ser uma voz credível da sociedade civil sobre Assuntos do Mar, reflectindo a importância atribuída, na Estratégia Nacional para o Mar (ENM) ao diálogo, como elemento de referência para o sucesso deste projecto nacional.
Neste momento estão a desenvolver-se contactos de consolidação de uma rede regional que permita, quando necessário, debates por via electrónica e que, simultaneamente, reúna regularmente com o objectivo de dinamizar algumas actividades. Uma destas tem a ver com um trabalho em curso junto de uma escola secundária com alunos do 12º ano na área da Economia, em que está a ser desenvolvido um projecto sobre o Mar na economia e desenvolvimento da RAM.
www.maroceano.pt
O Fórum Permanente para os Assuntos do Mar (FPAM) é um mecanismo institucional de nova geração com carácter necessariamente experimental, visando ser uma voz credível da sociedade civil sobre Assuntos do Mar, reflectindo a importância atribuída, na Estratégia Nacional para o Mar (ENM) ao diálogo, como elemento de referência para o sucesso deste projecto nacional.
Neste momento estão a desenvolver-se contactos de consolidação de uma rede regional que permita, quando necessário, debates por via electrónica e que, simultaneamente, reúna regularmente com o objectivo de dinamizar algumas actividades. Uma destas tem a ver com um trabalho em curso junto de uma escola secundária com alunos do 12º ano na área da Economia, em que está a ser desenvolvido um projecto sobre o Mar na economia e desenvolvimento da RAM.
Conferência
No próximo dia 24 de Maio terá lugar na nossa escola a sala 215, peças 15.00 uma conferência sob o tema
"O impacto do mar na Economia da Madeira"
Oradores convidados:
Dr João Delgado-Direcção Regional das Pescas
Dr. Bruno Freitas- Presidete da Admnistração dos Portos da Madeira
Sr. Pedro Mendes Gomes- Empresa Rota dos Cetáceos
Professor da disciplina: Dr Fernando Egídio Sousa
"O impacto do mar na Economia da Madeira"
Oradores convidados:
Dr João Delgado-Direcção Regional das Pescas
Dr. Bruno Freitas- Presidete da Admnistração dos Portos da Madeira
Sr. Pedro Mendes Gomes- Empresa Rota dos Cetáceos
Professor da disciplina: Dr Fernando Egídio Sousa
A Importâcia do Mar na Economia da Madeira
O mar constitui uma oportunidade e um desafio importante para a Madeira. O mar é uma fonte considerável de riquezas: económicas e de emprego, em recursos vivos e minerais, reserva de biodiversidade, reserva de energias renováveis, meio de transporte, recursos para turismo e lazer. Hoje, mais de 60% da população europeia vive próximo do mar e dele depende directa ou indirectamente. A natureza insular da Região Autónoma da Madeira faz com que, independentemente do modelo de desenvolvimento que em cada momento venha a ser escolhido, haverá sempre uma ligação e dependência das questões do mar. Coloca-se pois a questão de saber se o mar será um desafio futuro num sentido de dificuldades ou de oportunidades?
Características gerais do arquipélago da Madeira
Localização geográfica
A Região Autónoma da Madeira (RAM) situa-se no oceano Atlântico entre 30° e 33° de latitude norte, a 978 quilómetros a sudoeste de Lisboa e a cerca de 700 da costa africana, quase à mesma latitude de Casablanca, relativamente perto do Estreito de Gibraltar. Este arquipélago é formado pelos seguintes territórios: ilha da Madeira (740,7 km²); Porto Santo (42,5 Km²); ilhas Desertas (14,2 Km²); e ilhas Selvagens (3,6 Km²).
Pescas
Sendo a R.A.M. um arquipélago, permite-nos pensar, à partida, que o sector das pescas é relativamente importante na estrutura produtiva da Região. Porém, esta situação não se verifica, dada que as condições naturais que a Madeira possui não são favoráveis e, assim, a contribuição do sector para o PIB regional é fraca/modesta (aproximadamente 0,5%). Se tivermos em conta os sectores que estão relacionados com a pesca, este valor deverá atingir 1%.
O grosso da pesca na Madeira está essencialmente voltado para os tunídeos (37%) e o peixe-espada-preto (46%). O chicharro e a cavala ocupam um número mais reduzido e fazem parte da ementa tradicional regional. Porém existe, ainda, o chamado “peixe-fino”, como o pargo, garoupa, bodião, goraz e cherne, que representam um número reduzido no sector, visto se encontrarem pouco explorados e também em menor abundância (não em cardumes). Na pesca costeira, os pequenos peixes pelágicos - o chicharros (carapau) e a cavala - representam 13% das capturas; as espécies demersais - pargo, a abrótea, o cherne, a garoupa de rolo e o goraz - representam apenas 3% a 4% das capturas.
Pesca desportiva
Importa mencionar uma actividade que apresenta um potencial de crescimento muito interessante e que é a pesca desportiva.
A pesca desportiva compreende cerca de 15 embarcações, a maioria baseada no Funchal, com dimensões entre os 8 e 12 m. Apenas 7 destas embarcações fazem viagens frequentemente e a actividade não representa uma ameaça em termos de conservação dos recursos.
Maricultura
Ao conjunto de actividades, técnicas e conhecimentos de cultivo de espécies aquáticas vegetais e animais denomina-se de aquicultura. Quando se refere especificamente à aquicultura marinha chama-se maricultura. A aquicultura é quase inexistente na Madeira. Porém, é um dos sectores que o Governo Regional pretende desenvolver, com vista a que aquicultura seja capaz de fornecer, parcialmente, o consumo regional de peixe fresco, reduzindo, assim, o esforço de pesca e melhorando a balança comercial de produtos do mar na Região.
Turismo
Turismo de cruzeiro
Com base nos dados obtidos através dos Portos da Madeira (APRAM), no ano de 2009, houve 277 escalas de navios de passageiros no porto do Funchal, correspondendo a um total de 435.821 passageiros, o que evidencia que o turismo de cruzeiros tem um impacto directo e indirecto na economia regional, calculado em mais de 40 milhões de euros.
Este valores mostram um acréscimo de 7% no número de passageiros e de 3% no número de escalas, em relação ao ano anterior, de 2008.
Observação de cetáceos (Whale watching e Dolphin watching)
Uma actividade turística em expansão na Região é Whale Watching e Dolphin Watching.
A observação turística de mamíferos marinhos constitui uma actividade turística recente na madeira mas que vem assumindo um papel importante na economia da Região. Esta actividade assume-se na actualidade como um motor de desenvolvimento local. Embora tenham sido detectados alguns impactos sobre as populações de mamíferos marinhos, na maior parte dos casos o impacto da presença pode ser minimizado de forma a não colocar em causa a conservação das populações em questão.
Turismo terapêutico – Talassoterapia
A praia do Porto Santo, localizada no sul da ilha com o mesmo nome, tem uma extensão total de nove quilómetros. Esta praia caracteriza-se por ser constituída por areia fina com propriedades terapêuticas e ser banhada por um mar límpido e cálido.
Através das suas areias, o Porto Santo poderá potencializar o seu destino não só como estância balnear mas também de saúde, promovendo a cura de variadas doenças ortopédicas, reumáticas e fisiátricas. Isto porque, ao contrário de qualquer outra praia portuguesa, o seu grão de areia é constituído por organoplastos, isto é, restos de seres vivos marinhos (corais, conchas e ouriços), e a sua composição química é essencialmente carbonatada, diferente da maioria das praias cujas areias são siliciosas.
Portos e Transportes Marítimos
A Região tem muito a ganhar com a exploração do sector maritimo-portuário, numa óptica muito mais direccionada para o segmento turístico. Aliás, do ponto de vista turistico somos dos mais económicos e competitivos portos nacionais e apresentamos uma grande atractividade, em especial para os navios de cruzeiro.
Relativamente ao transporte de mercadorias, os Portos da Madeira, são essencialmente, Portos importadores de bens e serviços. As nossas exportações têm um peso diminuto no mercado. Sempre foi assim. Linhas como a da Madeira e do Porto Santo são caracterizadas por transportarem carga, quase exclusivamente, num só sentido. A exportação de mercadorias . É a natureza do nosso mercado e a sua fraca capacidade de exportação que determinam o desequilíbrio entre o volume das importações e das exportações, acabando por elevar o custo do frete marítimo, aumentando, desta forma, os custos globais da operação.
Investigação
A Madeira dispõe hoje de uma pequena comunidade científica que se dedica a diferentes disciplinas de estudos nas ciências do mar.
As instituições que desenvolvem actividade científica no domínio marinho, na RAM são:
• Laboratório Regional de Pescas
• Estação de Biologia Marinha – nesta instituição co-habitam o Departamento de Ciência da Câmara Municipal do Funchal – Museu Municipal do Funchal (História Natural) e a Secção de Biologia Marinha da Universidade da Madeira.
• Museu da Baleia
A Política Marítima Europeia
Durante a última Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (1 de Julho a 31 de Dezembro de 2007), foi reconhecida de forma clara a necessidade de uma abordagem integrada para os assuntos marítimos. Nesse sentido, foram dados passos concretos para a definição de uma Política Marítima Europeia, com base no Plano de Acção apresentado pela Comissão em Outubro de 2007. A Presidência Portuguesa levou a cabo diversos eventos no segundo semestre de 2007, com destaque para uma conferência ministerial que teve lugar em Lisboa a 22 de Outubro, que permitiu a divulgação dos resultados da consulta pública do Livro Verde e a indicação dos sectores prioritários a seguir.
O Conselho Europeu, nas suas conclusões de Dezembro de 2007, congratulou-se com a comunicação da Comissão intitulada "Uma política marítima integrada para a União Europeia" e com a proposta de plano de acção que estabelece as primeiras medidas concretas para o desenvolvimento de uma abordagem integrada das questões marítimas. A ampla participação na consulta pública que antecedeu a apresentação da Comissão e o debate global realizado na Conferência Ministerial de Lisboa reflectiram o interesse demonstrado pelas partes interessadas no desenvolvimento dessa política.
Que modelo de desenvolvimento para a politica do Mar na RAM?
O mar talvez seja a única área do desenvolvimento económico e social em que, de facto a Madeira pode ultrapassar os constrangimentos habituais de ser uma região pequena e ultraperiférica. Se pensarmos no mar como um todo, a Madeira pode então assumir uma posição central, ou de charneira, ligando continentes e facilitando o conhecimento científico, a gestão ambiental dos recursos globais e, ao mesmo tempo, criando riqueza e valor acrescentado ao serviço do bem estar e qualidade de vida dos seus cidadãos.
Conclusões
O trabalho desenvolvido permitiu-nos tomar consciência e conhecimento de diversas vertentes em que o mar se apresenta com importância na economia actual e futura da Região Autónoma da Madeira. Com efeito, o momento actual é de grande actividade no que diz respeito ao mar, quer seja pela politica comunitária europeia que está a terminar o processo de definição da sua estratégia marítima quer porque os estados membros, e Portugal, em particular, também estão numa fase inicial de implementação das estratégias nacionais para o mar.
Um dos aspectos particulares que se podem identificar é que o Mar deixou de ser visto como um tema constituído por sub-temas mais ou menos distantes e independentes uns dos outros. Tradicionalmente as pescas pouco tinham a ver com transportes marítimos, turismo não tinha qualquer ligação também às pescas e a investigação sobre os assuntos do mar também nem sempre tinha muito a ver com o que se passava na área do turismo.
Actualmente, e no futuro, assistir-se-á a uma abordagem integrada das questões do mar e isso significa que estes temas terão que se juntar ou, pelo menos ser analisados em conjunto. As questões ambientais, devido às alterações climáticas, a perda de biodiversidade e outros recursos a naturais, a escassez de recursos energéticos são exemplos de situações que vão obrigar a que o mar seja visto como aquilo que é: uma entidade complexa e constituída por muitas variáveis que não podem ser ignoradas.
Daquilo que nos foi possível estudar, achamos que as pescas, o turismo, os transportes marítimos e a investigação deverão ser os temas mais importantes naquilo que vai ser a gestão do mar. Cada um destes temas é suficientemente forte e, no conjunto acabam por cobrir as dimensões mais relevantes da politica e economia do mar no futuro.
A Região Autónoma da Madeira deverá por isso tentar apostar nestas áreas e também assegurar capacidade de gestão de cada uma delas e do conjunto de forma integrada. Também será muito importante dispor de competências administrativas, jurídicas e fiscalizadoras, pelo que o papel das autoridades marítimas e da defesa também serão decisivos. Neste caso, e porque a Região Autónoma da Madeira não te competências próprias, será necessário uma boa articulação com as autoridades nacionais.
Finalmente, achamos que para o bom desenvolvimento destas áreas vai ser necessário apostar na formação das pessoas. Por isso a formação profissional e académica, nos assuntos do mar, tal como em todas as actividades sócio-económicas acaba por ser o factor mais importante.
Características gerais do arquipélago da Madeira
Localização geográfica
A Região Autónoma da Madeira (RAM) situa-se no oceano Atlântico entre 30° e 33° de latitude norte, a 978 quilómetros a sudoeste de Lisboa e a cerca de 700 da costa africana, quase à mesma latitude de Casablanca, relativamente perto do Estreito de Gibraltar. Este arquipélago é formado pelos seguintes territórios: ilha da Madeira (740,7 km²); Porto Santo (42,5 Km²); ilhas Desertas (14,2 Km²); e ilhas Selvagens (3,6 Km²).
Pescas
Sendo a R.A.M. um arquipélago, permite-nos pensar, à partida, que o sector das pescas é relativamente importante na estrutura produtiva da Região. Porém, esta situação não se verifica, dada que as condições naturais que a Madeira possui não são favoráveis e, assim, a contribuição do sector para o PIB regional é fraca/modesta (aproximadamente 0,5%). Se tivermos em conta os sectores que estão relacionados com a pesca, este valor deverá atingir 1%.
O grosso da pesca na Madeira está essencialmente voltado para os tunídeos (37%) e o peixe-espada-preto (46%). O chicharro e a cavala ocupam um número mais reduzido e fazem parte da ementa tradicional regional. Porém existe, ainda, o chamado “peixe-fino”, como o pargo, garoupa, bodião, goraz e cherne, que representam um número reduzido no sector, visto se encontrarem pouco explorados e também em menor abundância (não em cardumes). Na pesca costeira, os pequenos peixes pelágicos - o chicharros (carapau) e a cavala - representam 13% das capturas; as espécies demersais - pargo, a abrótea, o cherne, a garoupa de rolo e o goraz - representam apenas 3% a 4% das capturas.
Pesca desportiva
Importa mencionar uma actividade que apresenta um potencial de crescimento muito interessante e que é a pesca desportiva.
A pesca desportiva compreende cerca de 15 embarcações, a maioria baseada no Funchal, com dimensões entre os 8 e 12 m. Apenas 7 destas embarcações fazem viagens frequentemente e a actividade não representa uma ameaça em termos de conservação dos recursos.
Maricultura
Ao conjunto de actividades, técnicas e conhecimentos de cultivo de espécies aquáticas vegetais e animais denomina-se de aquicultura. Quando se refere especificamente à aquicultura marinha chama-se maricultura. A aquicultura é quase inexistente na Madeira. Porém, é um dos sectores que o Governo Regional pretende desenvolver, com vista a que aquicultura seja capaz de fornecer, parcialmente, o consumo regional de peixe fresco, reduzindo, assim, o esforço de pesca e melhorando a balança comercial de produtos do mar na Região.
Turismo
Turismo de cruzeiro
Com base nos dados obtidos através dos Portos da Madeira (APRAM), no ano de 2009, houve 277 escalas de navios de passageiros no porto do Funchal, correspondendo a um total de 435.821 passageiros, o que evidencia que o turismo de cruzeiros tem um impacto directo e indirecto na economia regional, calculado em mais de 40 milhões de euros.
Este valores mostram um acréscimo de 7% no número de passageiros e de 3% no número de escalas, em relação ao ano anterior, de 2008.
Observação de cetáceos (Whale watching e Dolphin watching)
Uma actividade turística em expansão na Região é Whale Watching e Dolphin Watching.
A observação turística de mamíferos marinhos constitui uma actividade turística recente na madeira mas que vem assumindo um papel importante na economia da Região. Esta actividade assume-se na actualidade como um motor de desenvolvimento local. Embora tenham sido detectados alguns impactos sobre as populações de mamíferos marinhos, na maior parte dos casos o impacto da presença pode ser minimizado de forma a não colocar em causa a conservação das populações em questão.
Turismo terapêutico – Talassoterapia
A praia do Porto Santo, localizada no sul da ilha com o mesmo nome, tem uma extensão total de nove quilómetros. Esta praia caracteriza-se por ser constituída por areia fina com propriedades terapêuticas e ser banhada por um mar límpido e cálido.
Através das suas areias, o Porto Santo poderá potencializar o seu destino não só como estância balnear mas também de saúde, promovendo a cura de variadas doenças ortopédicas, reumáticas e fisiátricas. Isto porque, ao contrário de qualquer outra praia portuguesa, o seu grão de areia é constituído por organoplastos, isto é, restos de seres vivos marinhos (corais, conchas e ouriços), e a sua composição química é essencialmente carbonatada, diferente da maioria das praias cujas areias são siliciosas.
Portos e Transportes Marítimos
A Região tem muito a ganhar com a exploração do sector maritimo-portuário, numa óptica muito mais direccionada para o segmento turístico. Aliás, do ponto de vista turistico somos dos mais económicos e competitivos portos nacionais e apresentamos uma grande atractividade, em especial para os navios de cruzeiro.
Relativamente ao transporte de mercadorias, os Portos da Madeira, são essencialmente, Portos importadores de bens e serviços. As nossas exportações têm um peso diminuto no mercado. Sempre foi assim. Linhas como a da Madeira e do Porto Santo são caracterizadas por transportarem carga, quase exclusivamente, num só sentido. A exportação de mercadorias . É a natureza do nosso mercado e a sua fraca capacidade de exportação que determinam o desequilíbrio entre o volume das importações e das exportações, acabando por elevar o custo do frete marítimo, aumentando, desta forma, os custos globais da operação.
Investigação
A Madeira dispõe hoje de uma pequena comunidade científica que se dedica a diferentes disciplinas de estudos nas ciências do mar.
As instituições que desenvolvem actividade científica no domínio marinho, na RAM são:
• Laboratório Regional de Pescas
• Estação de Biologia Marinha – nesta instituição co-habitam o Departamento de Ciência da Câmara Municipal do Funchal – Museu Municipal do Funchal (História Natural) e a Secção de Biologia Marinha da Universidade da Madeira.
• Museu da Baleia
A Política Marítima Europeia
Durante a última Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (1 de Julho a 31 de Dezembro de 2007), foi reconhecida de forma clara a necessidade de uma abordagem integrada para os assuntos marítimos. Nesse sentido, foram dados passos concretos para a definição de uma Política Marítima Europeia, com base no Plano de Acção apresentado pela Comissão em Outubro de 2007. A Presidência Portuguesa levou a cabo diversos eventos no segundo semestre de 2007, com destaque para uma conferência ministerial que teve lugar em Lisboa a 22 de Outubro, que permitiu a divulgação dos resultados da consulta pública do Livro Verde e a indicação dos sectores prioritários a seguir.
O Conselho Europeu, nas suas conclusões de Dezembro de 2007, congratulou-se com a comunicação da Comissão intitulada "Uma política marítima integrada para a União Europeia" e com a proposta de plano de acção que estabelece as primeiras medidas concretas para o desenvolvimento de uma abordagem integrada das questões marítimas. A ampla participação na consulta pública que antecedeu a apresentação da Comissão e o debate global realizado na Conferência Ministerial de Lisboa reflectiram o interesse demonstrado pelas partes interessadas no desenvolvimento dessa política.
Que modelo de desenvolvimento para a politica do Mar na RAM?
O mar talvez seja a única área do desenvolvimento económico e social em que, de facto a Madeira pode ultrapassar os constrangimentos habituais de ser uma região pequena e ultraperiférica. Se pensarmos no mar como um todo, a Madeira pode então assumir uma posição central, ou de charneira, ligando continentes e facilitando o conhecimento científico, a gestão ambiental dos recursos globais e, ao mesmo tempo, criando riqueza e valor acrescentado ao serviço do bem estar e qualidade de vida dos seus cidadãos.
Conclusões
O trabalho desenvolvido permitiu-nos tomar consciência e conhecimento de diversas vertentes em que o mar se apresenta com importância na economia actual e futura da Região Autónoma da Madeira. Com efeito, o momento actual é de grande actividade no que diz respeito ao mar, quer seja pela politica comunitária europeia que está a terminar o processo de definição da sua estratégia marítima quer porque os estados membros, e Portugal, em particular, também estão numa fase inicial de implementação das estratégias nacionais para o mar.
Um dos aspectos particulares que se podem identificar é que o Mar deixou de ser visto como um tema constituído por sub-temas mais ou menos distantes e independentes uns dos outros. Tradicionalmente as pescas pouco tinham a ver com transportes marítimos, turismo não tinha qualquer ligação também às pescas e a investigação sobre os assuntos do mar também nem sempre tinha muito a ver com o que se passava na área do turismo.
Actualmente, e no futuro, assistir-se-á a uma abordagem integrada das questões do mar e isso significa que estes temas terão que se juntar ou, pelo menos ser analisados em conjunto. As questões ambientais, devido às alterações climáticas, a perda de biodiversidade e outros recursos a naturais, a escassez de recursos energéticos são exemplos de situações que vão obrigar a que o mar seja visto como aquilo que é: uma entidade complexa e constituída por muitas variáveis que não podem ser ignoradas.
Daquilo que nos foi possível estudar, achamos que as pescas, o turismo, os transportes marítimos e a investigação deverão ser os temas mais importantes naquilo que vai ser a gestão do mar. Cada um destes temas é suficientemente forte e, no conjunto acabam por cobrir as dimensões mais relevantes da politica e economia do mar no futuro.
A Região Autónoma da Madeira deverá por isso tentar apostar nestas áreas e também assegurar capacidade de gestão de cada uma delas e do conjunto de forma integrada. Também será muito importante dispor de competências administrativas, jurídicas e fiscalizadoras, pelo que o papel das autoridades marítimas e da defesa também serão decisivos. Neste caso, e porque a Região Autónoma da Madeira não te competências próprias, será necessário uma boa articulação com as autoridades nacionais.
Finalmente, achamos que para o bom desenvolvimento destas áreas vai ser necessário apostar na formação das pessoas. Por isso a formação profissional e académica, nos assuntos do mar, tal como em todas as actividades sócio-económicas acaba por ser o factor mais importante.
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